‎"O importante é que cada um possa deslumbrar-se com a história que o outro tem para contar."
Joana Cavalcanti

domingo, 9 de outubro de 2011

Uma leitura da vida

Estava começando aqui hoje, dizendo que desta vez não seria um post sobre leitura, mas pensando bem, voltei e mudei, porque o post é sim sobre leitura! Uma leitura da vida...aos meus olhos.

Ontem tive uma das experiências mais emocionantes.
Tive um dia de beijos, abraços, cheiros, apertos, cores, poesia, corrida de sapo, de um pé só, adolêta, batata quente, dança, estátua, riso, choro, colo, bexiga e palhaço!

Graças ao meu queridíssimo Nathan, vulgo meu irmão, pude passar um dia que me rendeu dores nas pernas, nos braços e, um preenchimento animal no coração.
Além dessa sensação toda, várias coisas despertaram em mim a vontade de continuar e fazer mais e mais, por mim, por você e por nós.
Mais do que esse lance de ajudar, que dispensa comentários, o que fica na cabeça é o lance do coletivo. Como é bom estar junto! Junto do irmão, do amigo, do cachorro, da família, do vento, árvore, som...
Estou descobrindo que o mundo corporativo transforma as pessoas em indíviduos no mais alto teor da palavra e que o significado do Eu vai além do dicionário.
Já que não posso me livrar desse mundo que transforma as pessoas, quero me livrar dessa transformação que ele faz e movimenta.




irmão
ir.mão
sm (lat germanu) 1 Filho do mesmo pai e da mesma mãe, ou só do mesmo pai ou só da mesma mãe. 2 Cada um dos membros duma confraria. 3 Frade que não exercia cargos superiores. 4 Membro da maçonaria. 5 Amigo inseparável. 6 Correligionário. adj Igual, idêntico. I. consangüíneo: o mesmo que irmão de pai. I.-da-opa: a) beberrão; b) gír: cúmplice no roubo. I. de armas: camarada de guerra. I. de mãe: irmão só pelo lado materno. I. de pai: irmão só pelo lado paterno. I. de sangue: o mesmo que irmão de pai. I. carnais: o mesmo queirmãos germanos. I. colaços: o mesmo que irmãos de leite. I. da canoa, Folc: confraria sui-generis, sem estatutos escritos; sociedade folclórica por excelência, na qual a oralidade estatutária impera, congraçando uma centena de participantes ativos da festa do Divino Espírito Santo de Tietê, Estado de São Paulo. I. de leite: os amamentados pela mesma pessoa, sendo filhos de pai e mãe diferentes. I. em armas: reis que tinham com outros liga ofensiva e defensiva. I. gêmeos: os nascidos do mesmo parto. I. germanos: filhos do mesmo pai e da mesma mãe, uns em relação aos outros. I. legítimos: os filhos legítimos com relação uns aos outros. I. uterinos: irmãos e irmãs filhos da mesma mãe mas de diferentes pais. I. siameses: os que têm suas vidas fisiológicas ligadas uma a outra (por alusão aos irmãos gêmeos Chang e Eng, nascidos em 1811 na Tailândia (ex-Sião) e falecidos em Nova York em 1874, ligados entre si por uma membrana situada à altura do peito).




Ainda me descobrindo como pessoa, posso direcionar meu caminho ao que me faz feliz e me torna disponível para o mundo, como irmã, filha, sobrinha, prima, amiga, namorada, profissional, cidadã...e ser humano.








Quero deixar minha homenagem a ele.
A ele que cuidei, que briguei um dia, que dei banho, comida, amasso...a ele que hoje é um homem! A ele que me dá muito orgulho e muito amor.
Ao homem que como eu, pensa no amor do coletivo e que abraça as minhas ideias mais malucas.
Ele meu amigo, meu ídolo, meu palhaço, meu irmão.




amor
a.mor
sm (lat amore) 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5 Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8 Ambição, cobiça: Amor do ganho. 9 Culto, veneração: Amor à legalidade, ao trabalho. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Filos Tendência da alma para se apegar aos objetos. Antôn: aversão, ódio. sm pl 1 Namoro. 2 O objeto amado. 3 O tempo em que se ama.



Incrível como a vida se transforma por trás de um nariz de palhaço.




coletivo
co.le.ti.vo
adj (lat collectivu) 1 Que abrange muitas coisas ou pessoas. 2Pertencente ou relativo a muitas coisas ou pessoas. 3 GramQue, no singular, exprime o conjunto de muitos indivíduos da mesma espécie. sm 1 Gram Substantivo comum que, no singular, indica uma coleção de seres da mesma espécie:folhagem, areal. 2 Veículo para transporte coletivo, público ou particular. C. determinado: o que indica número certo de seres que constituem uma coleção: centena, dúzia. C. geral: o que abrange a totalidade dos seres de uma coleção: exército, multidão, povo. C. indeterminado: o que indica número incerto de seres que constituem uma coleção: rebanho, multidão. C. partitivo: o que abrange apenas parte dos seres de uma coleção: metade, maioria. (Nota: A N.G.B. suprimiu esses nomes em que se dividia o coletivo.)






Eu gosto é do coletivo! Gosto de abraçar, beijar, amassar.
Gosto de dividir o copo, comer da mesma refeição! Gosto do amor, do sorriso, da alegria. Gosto do doar. Gosto de mim, de você e de todo mundo.
Porque é impossível ser feliz sozinho.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O palhaço e sua filha

Comecei hoje e estou a-m-a-n-do!


"Todo ser é uma sombra, uma ilusão, um reflexo projetado num espelho."
Mollâ Jâmî (1414-1492, último poeta clássico persa e estudioso sufista)

"Que o sofrimento não tem raça, sexo ou classe social, e que o apaziguamento dele é o único ato humano que traz satisfação permanente."

"Tekfik cortava figuras de papelão e as coloria com giz, depois estendia uma cortina no jardim do fundo e pendurava algumas lanternas de papel coloridas nos galhos da nogueira, e então inaugurava sua apresentação.
Tevfik representava os cantos necessários, também manipulava marionetes de papelão e as fazia atuar. Como não tinha dinheiro para comprar libretos, ele improvisava o tempo todo..."

"Tevfik estava mantendo apenas na aparência a promessa de ser merceeiro; ele sempre seria ator no espírito. Brincava irresponsavelmente com os moleques que se apinhavam ao redor da loja e lhes oferecia açúcar vermelho; ele fez dos clientes amigos; nunca resistia à exigência deles por fiado e detestava cobrar-lhes o dinheiro no fim do mês."

"Bata nele mais uma vez, mais uma vez!, gritava a voz estridente. Meu coração se alegra em ver o palhaço apanhar!"

Um expoente da literatura turca, Halide Edip Adivar conta, neste livro, a história de uma graciosa recitadora de Corão pela qual é impossível não se encantar. É a partir da vida colorida de Rabia Abla que a autora aborda os dois temas essenciais de suas obras: o feminismo e o nacionalismo. Faz um panorama do final do império turco-otomano ao retratar o conflito profundo da sociedade confrontada com o choque entre as culturas orientais e ocidentais. O Palhaço e sua filha recebeu um prêmio literário em 1942 e logo obteve fama internacional.

Lindo de viver!

Abusado

Li este livro no ano passado e sou suspeita para falar dessa linha de leitura, pois sou completamente apaixonada por filmes e livros nacionais que tratam histórias do morro e da exclusão social.
Não que jusfique o traficante, mas confesso que no final do livro, já gostava do personagem e torcia pelo "final feliz" da história, que toda "menininha"espera. Quem me conhece sabe, tenho esse lado social meio aflorado e tento sempre analisar as situações de ambos os lados, porque no fundinho de todo mal, sempre tem um pouquinho do bem.
O livro é animal e o autor dispensa maiores comentários, pelo menos por mim.
Caco entra de cabeça nesse documentário facinante de mais um traficante que nasce com o espiríto Robin Hood.
E para quem é curioso como eu, vale dar uma bisbilhotada na história do cara depois, do real, para ver as fotos e as reportagens da época.

Super indico!


  • Grande vencedor do Prêmio Jabuti 2004 na categoria Reportagem e Biografia. Uma reportagem investigativa sobre a entrada do Comando Vermelho na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, e a formação de uma geração de traficantes. O livro do jornalista Caco Barcellos acompanha a escalada da criminalidade no estado do Rio de Janeiro, revelando o seu código de ética e modus operandi através da história de Juliano VP, codinome de um famoso traficante carioca.

  • Editora: Record
  • Autor: CACO BARCELLOS
  • ISBN: 850106520X
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2003
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 564
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O menino do pijama listrado

Lembrei de um livro que amei, apesar de ser tão triste. Não assisti o filme, mas super indico o livro, que chorei tanto lendo!

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 'O menino do pijama listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.


Autor:
Boyne, John
Formato: Livro
Editora: Companhia das letras
ISBH-13: 9788535911121
Encadernação: Brochura
Dimensão: 21 x 14 cm
Ano de lançamento: 2007
Número de páginas: 192

Poemas completos.

Eu e minha companheira (marca-texto), finalizamos (no bom sentido da palavra) Caeiro neste último final de semana.
Não preciso comentar muito, porque os meus preferidos já dizem tudo!

"Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada Não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a ação humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias."

"Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!"

"Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem,
Que traçam linhas de cousa a cousa,
Que põem letreiros com nomes nas árvores absolutamente reais,
E desenham paralelos de latitude e longitude
Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida do que isso!"

"Procuro encostar as palavras à idéia
E não precisar dum corredor
Do pensamento para as palavras"

Eis o meu preferido!:

"Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu..."


"Isto sinto e isto escrevo..."


"Ora acertando com o que quero dizer, ora errando,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso."


"Que todos andam a achar e que não acham,
E que só eu, porque a não fui achar, achei."

"Basta existir para ser completo."


"Não desejei senão estar ao sol ou à chuva-
Ao sol quando havia sol
E à chuva quanto estava chocvendo..."


"Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei."


"Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!"


"Ser real quer dizer estar dentro de mim."


"Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa."


"...que não sei se é fome de comer,
Ou se é só fome da sobremesa alheia...
...Que feliz deve ser quem pode pensar na infelicidade dos outros!
Que estúpido se não sabe que a infelicidade dos outros é dele..."


"Durmo com a mesma razão com que acordo
E é no intervalo que existo."


"Não sei o que é conhecer-me. Não vejo para dentro.
Não acredito que eu exista por detrás de mim."


"Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede."


"Perdi-me dentro de mim / Porque eu era labirinto, / E hoje, quando me sinto, / É com saudades de mim (Dispersão)."


"...a base da arte é a sensação."


"Diferente de tudo, como tudo."


"...transbordei, não fiz senão extravasar-me..."




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Committed again!


Estou tentando mais uma vez, ler Committed.
Não sei o que acontece, mas não consigo terminar esse livro! Já parei e voltei umas três vezes.
Talvez pela preguiça que tem me dominado por conta da correria do trabalho e faculdade...perhaps, perhaps, perhaps...


domingo, 18 de setembro de 2011

O garoto no convés

Super fofo! Do mesmo autor de "O menino do pijama listrado".

  • Nessa combinação emocionante de aventura náutica, relato histórico e romance de formação, o famoso motim do navio inglês HMS Bounty no século XVIII é narrado do ponto de vista de um garoto órfão que embarca de última hora como criado do capitão.

    Em abril de 1789, semanas após concluir no Taiti uma curiosa missão com fins botânicos - coletar mudas de fruta-pão para alimentar os escravos nas colônias inglesas -, o navio de guerra britânico HMS Bounty foi palco de uma revolta de parte da tripulação contra o capitão William Bligh, que acabou deixado à própria sorte em um bote em alto-mar junto com os marinheiros ainda fiéis a seu comando. Sem provisões e instrumentos de navegação adequados, o grupo enfrentou 48 dias de duras provações até alcançar a costa do Timor. O episódio inspirou numerosos livros e filmes.
    Neste livro, a história da expedição é narrada do ponto de vista de John Jacob Turnstile, um garoto de Porstmouth, sul da Inglaterra, que sofre abusos de toda sorte, inclusive sexuais, no orfanato e pratica pequenos furtos nas ruas da cidade. Detido pela polícia após roubar um relógio, é salvo pela própria vítima do roubo quando esta lhe faz uma proposta: em vez de ficar encarcerado, embarcaria no HMS Bounty para passar pelo menos dezoito meses como criado particular do respeitado capitão Bligh. Turnstile aceita a barganha, planejando fugir na primeira oportunidade. Mas a rígida disciplina da vida no mar e uma relação cada vez mais leal com o capitão transformarão sua vida para sempre. É pela voz desse adolescente insolente e sagaz, mas ao mesmo tempo frágil e ingênuo, que o leitor acompanhará uma viagem repleta de intrigas, tempestades instransponíveis, cenários exóticos e lições de lealdade, paixão e sobrevivência.
    O autor acrescenta novos dados e interpretações a uma história até hoje misteriosa. Sugere, por exemplo, que a receptividade sexual das nativas do Taiti pode estar na origem da insatisfação que resultou no motim. Seduzidos - ou, no caso de Turnstile, iniciados - por elas, os marujos teriam considerado intolerável a idéia de retornar para casa, o que os colocou em linha de colisão com o capitão.
    Numa prosa instigante e bem-humorada, que torna esse um romance difícil de largar, John Boyne confirma as qualidades que fizeram de O menino do pijama listrado um sucesso no mundo inteiro.

    Tradução: Luiz A. de Araújo
    Editora: Companhia das Letras

  • Autor: JOHN BOYNE
  • ISBN: 9788535915051
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2009
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 496
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio